A entrada em vigor da nova lei do tabaco a um de Janeiro de 2008 provocou reacções diversas junto de comerciantes e consumidores de Braga. Entrevistas realizadas revelaram que a nova lei não provocou grandes alterações nos hábitos dos consumidores. Há ainda quem se queixe que a informação sobre a lei do tabaco é pouca e dá azo a várias interpretações.

A lei do tabaco tem como principal objectivo a prevenção do tabagismo no que se refere à protecção dos fumadores passivos, à proibição da publicidade a favor do tabaco, às medidas de redução da procura do tabaco por dependência, bem como o término do consumo e a venda a menores de 18 anos, entre outros aspectos.
Na entrevista realizada à empregada de balcão do restaurante “053”, Carla Alves, referiu que com a nova lei do tabaco foram criadas duas zonas, uma para não-fumadores e outra para fumadores. Esta divisão foi criada pois acreditam que é benéfica para os consumidores e para o estabelecimento, uma vez que muitos dos clientes do restaurante são fumadores. Carla Alves afirmou ainda que foi instalado um aparelho para a extracção do fumo para o exterior, no espaço destinado aos fumadores. Relativamente à afluência de clientes no restaurante diz que “não tem havido diferenças”.O proprietário do café “Terminal”, José Carlos Pereira, optou por proibir a prática de fumar no estabelecimento porque diz que “não há muitas informações sobre os modelos de ventilação permitidos e os preços dos mesmos são elevados”.
Com o entrar em vigor da nova lei, José Carlos Pereira afirmo
u que perdeu alguns clientes e que a venda de tabaco diminuiu significativamente: “Antes da entrada da nova lei vendia aproximadamente 50 volumes de tabaco por mês e agora vendo apenas cinco”. José Pereira acredita que esta lei pode ajudar as pessoas a deixar de fumar.
u que perdeu alguns clientes e que a venda de tabaco diminuiu significativamente: “Antes da entrada da nova lei vendia aproximadamente 50 volumes de tabaco por mês e agora vendo apenas cinco”. José Pereira acredita que esta lei pode ajudar as pessoas a deixar de fumar.Para este proprietário a lei deveria proibir os indivíduos de fumar em todos os sítios e sem possibilidade de sistemas de ventilação nos estabelecimentos.
A estudante da Universidade do Minho, Ana Cristina Silva, não é fumadora e concorda com a lei do tabaco, pois na sua opinião os não-fumadores não têm que “sofrer consequências pelos actos dos outros”. No que diz respeito aos seus hábitos refere que não os alterou e que continua a frequentar, com os amigos, cafés e/ou restaurantes onde é permitido fumar, embora o fumo a incomode. Quando questionada sobre as áreas destinadas a fumadores nos estabelecimentos, Ana Silva diz concordar com a sua existência no caso de o espaço ter condições para tal.
João Leiras, empregado de balcão, é fumador e concorda parcialmente com a lei. Refere que em locais como cafés e discotecas a lei não deveria ser aplicada porque são locais de convívio/conversa, já em restaurantes e pastelarias admite que a lei faz todo o sentido.
A aplicação da nova lei do tabaco ainda é recente e está a gerar opiniões e questões diversas devido, sobretudo, à falta de informação quer de comerciantes, quer de clientes.
1 ciberinformações:
Olá,
A reportagem está bem escrita. As fotos também ficaram interessantes, no contexto do que escreveram. Mas temos sempre que buscar o que é mAis novo. Ao iniciarem o texto referindo a data de 1 de Janeiro, acabaram por deixar a informação com cara de notícia velha. Poderiam actualizar, já com uma análise de quase dois meses que a Lei estava em vigor. Outra coisa importante que sempre temos que estar atentos é informar ao nosso usuário quando um link que indicamos exige algum programa para abrí-lo. No caso, vocês poderiam ter colocado entre parênteses que a Lei do Tabaco estava em PDF.
É isso. Parabéns pela boa apuração que tiveram, pois conseguiram reunir um bom material.
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